Projeto Aquila

O Facebook construiu um avião do tamanho de um Boeing capaz de voar por 90 dias seguidos e fornecer internet. Parece loucura?

O drone é tão grande que tem a estrutura de um avião, funciona com energia solar e transmite internet via laser. O drone faz parte de um projeto de compartilhar a internet para locais mais remotos do mundo, pois cerca de 4,4 bilhões de pessoas no mundo não possuem nenhuma forma de conexão com a internet. (60% da população mundial).

 

O Facebook anunciou recentemente que um dos seus projetos mais ambiciosos em seus testes iniciais foi um sucesso. O drone Aquila é um drone que possui a estrutura do Boeing 737 e é alimentado por placas solares em sua estrutura, podendo ficar 90 dias em voo sem aterrissar.

Há poucos detalhes a respeito, mas o sistema de transmissão via laser também está em fase avançada de desenvolvimento. Quando finalizado, o mecanismo poderá enviar dados à velocidade de 10 gigabits por segundo a um ponto do tamanho de uma moeda que esteja a uma distância de até 16 quilômetros.

Não há garantia de que todo esse potencial será usado. O Facebook está criando o drone e a tecnologia de transmissão, mas não está interessado em se tornar um provedor. Os sinais de internet fornecidos pelos drones virão de parcerias com companhias de telecomunicações, como atualmente tem sido feito com o FreeBasics.

Esse drone/avião faz parte do projeto Internet.org, que visa o fornecimento de internet em regiões remotas. Quase 4,4 bilhões de pessoas não têm acesso à internet. Aqui no Brasil, 1/3 da população não possui, seja por Redes Celulares ou Banda Larga. Em parceria com as operadoras locas de celular, o projeto Free Basics by Facebook fornece às pessoas acesso gratuito a sites básicos – como notícias, trabalhos, saúde e informações sobre educação, além de ferramentas de comunicação como o Facebook. Além de instalar pontos de Wi-Fi em localidades remotas e vilas.

Atualmente o serviço está disponível em 53 países, mas a ideia é aumentar ainda mais. Com isso o Aquila ajudará em locais com isolamento geográfico ou com dificuldades técnicas para a instalação de torres de celular. Enquanto ele é taxado de louco por ter um projeto tão ambicioso e caro, Mark se defende e diz “Muitas vezes, a ficção científica é apenas a ciência antes do seu tempo”


Projeto Engenhar

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